Poesia e piada
ou curta
ou bem contada.
No Sexta Poética, em: http://www.sextapoetica.com.br/wiki/index.php?title=Senso
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Recomeço
Ponto final.
Na outra linha,
parágrafo.
- Travessão.
No Sexta Poética, em: http://www.sextapoetica.com.br/wiki/index.php?title=Recomeço
Na outra linha,
parágrafo.
- Travessão.
No Sexta Poética, em: http://www.sextapoetica.com.br/wiki/index.php?title=Recomeço
sábado, 26 de março de 2011
Abstração concreta
o
primidopoeta
faz poesia
concreta
o
primidopoeta
ri da
sorte
secontorce
o
primidopoeta
sesconde
n'estrofe
abspremida
concretrata
primidopoeta
faz poesia
concreta
o
primidopoeta
ri da
sorte
secontorce
o
primidopoeta
sesconde
n'estrofe
abspremida
concretrata
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
As damas da noite
Vai lá polaca
entra no banho
troca o vestido
arruma o colchão
e pinta essa boca
de vermelho encarnado.
Vai lá mucama
coloca o espartilho
empina a bunda
levanta o zíper
e veste a coroa
de rainha da noite.
Vai lá morena
se pinte, se borde
com pedras de jade
sem nada por baixo
somente o perfume
de lavanda felina.
Vai lá mulher
vê se toma jeito:
o meu você tomou.
Imagem disponível sob CC, em: http://www.sextapoetica.com.br/wiki/images/b/b0/As_damas_da_noite.JPG . Tela da artista Tila.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Boteco e poesia
Sentado à mesa
a cerveja do lado
vejo a beleza
o boteco lotado.
Bundas vão gordas
bundas vão magras
peitos são grantes
peitos são murchos.
Tudo é belo no boteco:
o copo que quebra
a palma que bate
o tempo que corre
o papo que latem.
Falam dos bons
falam dos ruins.
Bondade e maldade
permeiam julgos afins.
a cerveja do lado
vejo a beleza
o boteco lotado.
Bundas vão gordas
bundas vão magras
peitos são grantes
peitos são murchos.
Tudo é belo no boteco:
o copo que quebra
a palma que bate
o tempo que corre
o papo que latem.
Falam dos bons
falam dos ruins.
Bondade e maldade
permeiam julgos afins.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Embriaguez
Intoxicação do trabalho
sobriedade da vida
para suportar a dor
do trabalho usurpado
anda sóbrio na lida
com a vida partida:
oprimido, violento
racional, poético
obediente, criativo.
Um humano embriagado.
sobriedade da vida
para suportar a dor
do trabalho usurpado
anda sóbrio na lida
com a vida partida:
oprimido, violento
racional, poético
obediente, criativo.
Um humano embriagado.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Gênesis poética
Fez dia e noite
água do céu
terra na água
a lua, as estrelas
peixes e aves.
Na quinta-feira
refletiu.
Criou o homem
na sexta
poética
e se matou.
água do céu
terra na água
a lua, as estrelas
peixes e aves.
Na quinta-feira
refletiu.
Criou o homem
na sexta
poética
e se matou.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Lágrimas de silício
A
lá
gri
ma ver
tendo do
olho verde
escorre pela
face cansada e
enrugada vai ao
queixo barbado
num balançar
até pingar
e cair
caiu
na mesa
onde assina
final forçado
anos na memória
carta de demissão
lágrima o torna
cristal opaco
um silício
desvalor
usado
lá
gri
ma ver
tendo do
olho verde
escorre pela
face cansada e
enrugada vai ao
queixo barbado
num balançar
até pingar
e cair
caiu
na mesa
onde assina
final forçado
anos na memória
carta de demissão
lágrima o torna
cristal opaco
um silício
desvalor
usado
sábado, 22 de janeiro de 2011
Se toda escrita fosse poesia
Se toda escrita fosse poesia
palavras soariam cantos
paisagens impressionariam
pessoas surrealistas
de faces retas e cúbicas.
O contato seria sexo
abraços em puro gozo
mucosas entumescidas
e pêlos arrepiados
no corpo todo de glande.
E o poeta não escreveria
uma só palavra.
palavras soariam cantos
paisagens impressionariam
pessoas surrealistas
de faces retas e cúbicas.
O contato seria sexo
abraços em puro gozo
mucosas entumescidas
e pêlos arrepiados
no corpo todo de glande.
E o poeta não escreveria
uma só palavra.
Doce cana
A cachaça pinga forte
no alambique bronzeado
cobre verde e doura a planta
que fermenta o caldo santo
que nos faz endiabrados.
Diabo e deus que acasalam
com a cana pura e puta
onde ceifam muitas vidas
onde sonhos são plantados
onde a morte nasce em leiras
onde o sol brilha dobrado.
no alambique bronzeado
cobre verde e doura a planta
que fermenta o caldo santo
que nos faz endiabrados.
Diabo e deus que acasalam
com a cana pura e puta
onde ceifam muitas vidas
onde sonhos são plantados
onde a morte nasce em leiras
onde o sol brilha dobrado.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Eterno retorno
Curioso esse ciclo
coisas começam
coisas terminam
começa o que terminara
termina o que começara
De constante, o retorno
ao começo
ao final.
Curioso esse ciclo
vidas nascem
vidas morrem
nascimentos causam mortes
mortes calam vidas
De constante, a força
de Eros
de Thanatos.
Entediante esse ciclo
eterno retorno
ao início, ao final
à vida, à morte
De intrigante, a constância
eterna do retorno.
coisas começam
coisas terminam
começa o que terminara
termina o que começara
De constante, o retorno
ao começo
ao final.
Curioso esse ciclo
vidas nascem
vidas morrem
nascimentos causam mortes
mortes calam vidas
De constante, a força
de Eros
de Thanatos.
Entediante esse ciclo
eterno retorno
ao início, ao final
à vida, à morte
De intrigante, a constância
eterna do retorno.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Onipotente maquinário
Lembro cada dia do ano
e reconto todos os meus passos:
Tudo aquilo que fiz
traz um pouco do que agora eu faço
Eu sigo essa cena acenando
assovios para ontem... a esperança para amanhã
ganhando ou perdendo vamos lutando
por mais que a luta - já sabemos - seja vã
Faltando o sentido do belo no presente
o romantismo se renova no futuro esperado
A batalha que traço, os passos que conto
movem as catracas do onipotente maquinário.
(mais um escrito com o Nevinho.)
e reconto todos os meus passos:
Tudo aquilo que fiz
traz um pouco do que agora eu faço
Eu sigo essa cena acenando
assovios para ontem... a esperança para amanhã
ganhando ou perdendo vamos lutando
por mais que a luta - já sabemos - seja vã
Faltando o sentido do belo no presente
o romantismo se renova no futuro esperado
A batalha que traço, os passos que conto
movem as catracas do onipotente maquinário.
(mais um escrito com o Nevinho.)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Sexo com o léxico
Palavras
nossas melhores amigas,
nossas amigas melhores
nossas melhores mulheres
nossas mulheres intrigas
nossas intrigas, inteiras brigas
e nossas voltas com as palavras
Pois falo à palavra fraca
a força do falo puro,
que fala em doces linhas
e goza na fina estrofe.
(Nevinho escreveu a primeira parte e deu o título.)
nossas melhores amigas,
nossas amigas melhores
nossas melhores mulheres
nossas mulheres intrigas
nossas intrigas, inteiras brigas
e nossas voltas com as palavras
Pois falo à palavra fraca
a força do falo puro,
que fala em doces linhas
e goza na fina estrofe.
(Nevinho escreveu a primeira parte e deu o título.)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Mulheres e apenas
Após a vida em Esparta
e da beleza de Simone
continuam tendo na mira
o velho e burro exemplo
das mulheres atenienses.
Falta o próprio sentido
no Espírito da liberdade
nas lições do sábio filósofo
apreendidas pelos poetas
e pelas mulheres parisienses.
Só há o sexo pensante
que faz o resto pensar
sendo o devir humano
o burro e velho exemplo
do comportamento natural.
Espartanas e parisienses
que invoquem suas belezas
invertam a natureza
com o poder da poesia,
do sublime, da alegria.
e da beleza de Simone
continuam tendo na mira
o velho e burro exemplo
das mulheres atenienses.
Falta o próprio sentido
no Espírito da liberdade
nas lições do sábio filósofo
apreendidas pelos poetas
e pelas mulheres parisienses.
Só há o sexo pensante
que faz o resto pensar
sendo o devir humano
o burro e velho exemplo
do comportamento natural.
Espartanas e parisienses
que invoquem suas belezas
invertam a natureza
com o poder da poesia,
do sublime, da alegria.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Cibercultura
A tela me consome
em protocolos distribuídos:
horizontais, abertos, difusos.
Suga a imundice
que povoa a minha mente:
adubada com esterco digital.
Toda organizada
em planícies de silício:
verticais, fechadas, conexas.
Podres fantasias
tornam belas mercadorias:
armazenadas, processadas, geridas.
Na cibercultura
asas batem em progresso:
atualizando erros do passado.
em protocolos distribuídos:
horizontais, abertos, difusos.
Suga a imundice
que povoa a minha mente:
adubada com esterco digital.
Toda organizada
em planícies de silício:
verticais, fechadas, conexas.
Podres fantasias
tornam belas mercadorias:
armazenadas, processadas, geridas.
Na cibercultura
asas batem em progresso:
atualizando erros do passado.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A'rtista
Ela veio e pensou por aquilo que viu,
tocou e sentiu que podia criar,
cheirou e comeu com mãos de pó,
suspirou e sorriu o deleite do cio,
sentou e moveu o viver em torpor,
moldou e talhou com a lima de aço,
gozou e gozou a conquista da obra,
parou e esperou a euforia da luta,
vendeu e trocou a experiência concreta,
murchou e cessou o sentido d’artista.
tocou e sentiu que podia criar,
cheirou e comeu com mãos de pó,
suspirou e sorriu o deleite do cio,
sentou e moveu o viver em torpor,
moldou e talhou com a lima de aço,
gozou e gozou a conquista da obra,
parou e esperou a euforia da luta,
vendeu e trocou a experiência concreta,
murchou e cessou o sentido d’artista.
Absinteria
Vou lhe contar,
caro amigo,
o caso do absinto
das ruelas de Praga.
Há lá uma absinteria,
que nunca imaginaria,
apensar de ter aqui
cachaçarias e choperias.
Há várias absinterias,
mas vá lá, falo daquela
a mais bela das ruelas
com a bicicleta na porta
e a máquina verde,
que refresca
de ver girar o absinto.
Há ainda o calor,
natural de Praga,
que acalora e não cansa
que abafa e não passa.
O copo é transparente
de plástico firme
com gelo na metade,
pequenos cubos,
milimetricamente gelados.
Completa o absinto
meio doce,
meio amargo,
um suave aniz gelado.
Segue andando pelas ruas
e esbarrando nos teatros,
saboreando a tontura
do absinto em regaço.
Basta fechar os olhos,
agora como faço,
para sentir o absinto
e o andar em descompasso.
caro amigo,
o caso do absinto
das ruelas de Praga.
Há lá uma absinteria,
que nunca imaginaria,
apensar de ter aqui
cachaçarias e choperias.
Há várias absinterias,
mas vá lá, falo daquela
a mais bela das ruelas
com a bicicleta na porta
e a máquina verde,
que refresca
de ver girar o absinto.
Há ainda o calor,
natural de Praga,
que acalora e não cansa
que abafa e não passa.
O copo é transparente
de plástico firme
com gelo na metade,
pequenos cubos,
milimetricamente gelados.
Completa o absinto
meio doce,
meio amargo,
um suave aniz gelado.
Segue andando pelas ruas
e esbarrando nos teatros,
saboreando a tontura
do absinto em regaço.
Basta fechar os olhos,
agora como faço,
para sentir o absinto
e o andar em descompasso.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Astúcia
Autoridade vem da experiência,
como também da força.
Se experiência e força faltarem,
virá da astúcia: tal qual a raposa.
Astúcia é uma forma de sentir
para além do bem e do mal,
se transforma no devir
com a elevação da moral.
O dever se move de cima
passa a dever do lado,
o real se torna possível
e o devir contextualizado.
Mas sobra aquela falsa raposa,
onde falta a consciência mínima,
e que num passe de mágica
se converte em Macunaíma.
Essa poesia está no Sexta Poética, em: http://sextapoetica.com.br/wiki/index.php?title=Astúcia
Imagem disponível sob CC, em: http://farm3.static.flickr.com/2392/2142470132_a5610e595f_m.jpg
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Invalidez
Chegou na roça para lavrar,
travou as costas na exportação.
Chegou na oficina pra consertar,
cortou-se na linha de caminhão.
Chegou na sala pra professar,
calou-se na pós-graduação.
Chegaram na praça para jogar:
dama, truco, malha e gamão.
Faltou dinheiro para o jantar,
trocaram a praça por papelão.
Essa poesia está no Sexta Poética, em: http://sextapoetica.com.br/wiki/index.php?title=Invalidez
Imagem disponível sob CC, em: http://farm2.static.flickr.com/1067/1199368384_fcf3839da8_m.jpg
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