domingo, 6 de setembro de 2009

A história das coisas



A explicação é simples, porém a solução é superficial.

Referências

Referências
Althusser - Aparelhos ideológicos de estado: notas sobre os AIE
Alves - Dialética do ciberespaço
Amorim - Trabalho imaterial
Antunes - Adeus ao trabalho?
Antunes - Infoproletários
Bauer - Gestão da mudança
Benjamin - Obras escolhidas - Magia e técnica, arte e política
Benjamin - Obras escolhidas II - Rua de mão única
Bey - TAZ
Bobbio - Ensaios sobre Gramsci e o conceito da sociedade civil
BONS, Jeanne Marie Gagnebin de . Sete Aulas sobre Linguagem, Memória e História. 1. ed. Rio de Janeiro: Imago, 1997. v. 1. 1 p.
Bons Gagnebin - Walter Benjamin
Bourdieu - A dominação masculina
Cassirer - O mito do estado
Castells - A sociedade em rede
Chauí - O que é ideologia?
Chico de Oliveira - Crítica da razão dualista e o ornitorrinco
Coutinho - Ler Gramsci, entender a realidade
Descartes - Discurso do método e Meditações
Durkheim - As regras do método sociológico
Engels, Marx - A ideologia alemã
Engels, Marx - Manifesto do partido comunista
Ghiraldelli - Richard Rorty
Habermas - Ética da discussão e a questão da verdade
Hawking - O universo numa casca de noz
Hegel - A razão na história
James - Pragmatismo
Kafka - A Metamorfose
Kant - O que é o esclarecimento
Maquiavel - O príncipe
Marcuse - Razão e revolução
Marx - Crítica da economia política
Marx - Manuscritos econômicos-filosóficos
Marx - O capital (Julian Borchardt)
Marx - O Capital V. 01 L. 01
Mészáros - A crise estrutural do capital
Mészáros - Educação para além do capital
Mészáros - Filosofia, ideologia e ciência social
Mészáros - O poder da ideologia
Mészáros - Teoria da alienação em Marx
Morus - A Utopia
Nietzsche - Genealogia da moral
Oliveira - Crítica à razão dualista e O ornitorrinco
Oliveira e Rizek - A era da indeterminação
Penrose - Teoria do crescimento da firma
Rorty e Ghiraldelli - ensaior pragmatistas
Santos, Laymert Garcia dos - Politizar as novas tecnologias
Seligmann-Silva - A atualidade de W. Benjamin e T. Adorno
Smith - A riqueza das nações v.1 e 2
Souza - Filosofia, racionalidade e democracia: os debates de Rorty e Habermas
Sun Tzu - A arte da guerra
Tragtenberg - Burocracia e ideologia
Weber - A ética protestante e o espírito do capitalismo
Weber - Ciência e Política, duas vocações
Zizek - Bem-vindo ao deserto do real

Na fila:

Kosik - Dialética do concreto
Hegel - Fenomenologia do Espírito
Marcuse - Eros e civilização
Bourdieu - Economia das trocas simbólicas
Bourdieu - O poder simbólico
Foucault - Vigiar e punir
Konder - Marxismo e alienação
Marx - O capital V. 01 L. 02
Mészáros - Para além do capital
Mészáros - Estrutura social e formas de consciência
Negri - Império
Silva e Chaia - Sociedade, cultura e política
Zizek - A visão em paralaxe

ABNT

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WIKIPEDIA. Disponível: http://pt.wikipedia.org. Acesso em 20 fev. 2008.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

As organizações no ciberespaço: o caso da estruturação e da manutenção de uma comunidade virtual não-monetária


(Dissertação de mestrado)
Este trabalho tem por objetivo analisar a estruturação e a manutenção de uma comunidade virtual não-monetária - a Wikipédia lusófona , em consonância com os modelos organizacionais existentes. Com base em um norteamento teórico sobre algumas das mais influentes forças que atuam na sociedade, o trabalho segue de maneira qualitativa utilizando o método do estudo de caso, com o auxílio de observação, entrevistas e questionários como instrumentos de coleta e que foram aplicados aos integrantes e mantenedores da organização, de acordo com uma amostragem qualitativa. Os resultados obtidos indicam evidências de algumas teorias pré-concebidas e suas novas dimensões no contexto do ciberespaço. Há suposições da existência de um opinião pública interna que pode influir no sistema político tradicional. É possível observar uma relação de trocas entre o trabalho do membro da comunidade por necessidades pessoais. Ainda, se sugere que há uma espécie de mercado nessa organização, apesar de não existir intermediação financeira. Outra característica remete ao fato dos membros da comunidade arcarem com os custos transacionais do projeto. Para concluir, se verifica que o trabalho que mantém a organização pode ser uma base para analisar todos os modelos organizacionais em um único feixe teórico.

Download em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96132/tde-28012009-131500/

Pensar Livre (2006)



O SESC Ribeirão Preto apresentou, nos dias 23, 24 e 25 de maio de 2006, o projeto Pensar Livre - Cultura e Software Livre, encontro de instituições, pesquisadores e ativistas para popularização dos softwares livres como recursos de democratização do conhecimento e da cultura. O projeto Pensar Livre ofereceu a todos uma oportunidade de raciocinar de forma alternativa, imaginando um mundo no qual as máquinas e suas interfaces de controle deixem de ser ameaças controladas por poucos para se converter, definitivamente, em aliadas na criação de uma comunidade organizada em torno da livre circulação de idéias. Além da programação com performances e debates, foi lançado o catálogo Pensar Livre, acompanhado de um CD com uma amostra livre dos aplicativos disponíveis como alternativa aos programas proprietários e à prática da pirataria. Dentre os palestrantes estiveram, Carolina Rossini (FGV-Rio), B. Negão (músico) e Sérgio Amadeu da Silveira (Cásper).

Download do catálogo e áudio das palestras em: http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/pensar/link.html

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sobre leões e gnus (Ética: do ecossistema à razão).


Na minha opinião, a questão mais interessante que surge no momento quando se vai tratar de ética concerne à sua relatividade, um exemplo sintético para elucidar esse fato pode ser observado ao analisar que ética do leão é diferente da ética do gnu. Para o leão é ético comer o gnu, pois se trata da sua sobrevivência, por outro lado o gnu não possui a mesma visão deste processo. Falo aqui de uma ética normativa que se difencia da moral exatamente por tal relatividade que pretendo explorar.
De maneira análoga, a ética das organizações pode se chocar com a das pessoas que a integram. O que é melhor para uma organização nem sempre será o melhor quem está nela, sendo que o inverso também é verdade. Assim, temos um dos maiores dilemas que nortearam – e ainda norteiam – a existência contemporânea, a responsabilidade ética. Ao se tratar de seres irracionais – como o leão e o gnu – é facilmente aceitável a hipótese de que a ética do ecossistema biológico deverá prevalecer sobre os conceitos das espécies. O ato de o leão comer o gnu é um mecanismo de equilíbrio natural que faz parte da vida e garante a perpetuação de todo o ecossistema - isso inclui a perpetuação dos gnus. Nesse sentido, é até possível verificar que, sob a ótica do ecossistema, é bom para o gnu ser comido pelo leão. Entretanto, a ética do ecossistema ainda permite o canibalismo em nome da sobrevivência da espécie. Se algum dia faltarem os gnus, o leão possuirá licença ética para se alimentar de seus pares. Essa afirmação é baseada apenas na lógica ética, talvez não haja embasamento empírico na biologia da espécie.
Por outro lado, o homem – ser racional – há tempos rompeu com a ética do ecossistema. A partir do momento que criou a primeira estrutura, além daquela enviada por “Deus”, alterou significativamente a noção sobre a ética. Até então, somente “Deus” possuía o dom de criar estruturas e, portanto, o ecossistema era sustentável.
Quando o homem se torna racional passa a ter dons divinos, por conseqüência, assume a ética divina, uma ética que lhe permite criar e destruir estruturas pensando unicamente em seu bem-estar ou, para ser mais específico, visando aumentar sua existência. Essa é, portanto, a ética racional. É Independente do ecossistema, pois é estruturadora.
Portanto, as organizações – estruturas criadas pelo homem – são regidas por essa ética racional e isso implica no fato de não poderem assumir uma ética própria. A ética das organizações deve ser a ética do homem, jamais a ética do ecossistema. Caso contrário há um retrocesso evolutivo. Os leões, agora, criam os gnus para não haver em hipótese alguma o canibalismo, pois, entre os deuses, predar um par é antiético. Vale saber que o processo de criar gnus inclui transformar leões em gnus, é aí que residirá o problema fundamental, ou seja, o homem usa seu poder estruturador para transformar ele próprio em estrutura.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

E agora, Josés?




"A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, Você?"

Quem acompanha a cena político-partidária de Ribeirão Preto percebeu algo estranho com a não homologação da candidatura a prefeito vislumbrada pelo acadêmico da USP, José Aparecido. Certamente, a reação dos mais atentos foi uma reflexão sobre a eventual ingenuidade do professor e, ainda, chegaram ao ponto de evocar "O Príncipe" de Maquiavel para explicar toda a sujeira envolvida num processo de candidatura política. Embora a figura do professor seja digna de inúmeros elogios é preciso observar o que ele representava. José era mais que o Aparecido, José era o cientista, José era o acadêmico. A candidatura do Aparecido era a candidatura da ciência, uma candidatura dos Josés: Josés metódicos, Josés éticos, Josés pragmáticos. A traição ao Aparecido foi um aviso do sistema político ribeiraopretano ao mundo acadêmico: “Fiquem em suas escrivaninhas, aqui nós ditamos as regras!”. Um alerta para que os Josés permaneçam em seu mundo empoeirado e cheio de traças. Uma afronta da elite política à elite intelectual. Agora só resta saber se haverá revide e se ocorrerá em tempo. Parafraseando Drummond: Vocês marcham, Josés! Josés, para onde?